Mesmo
sentimento, situações diferentes. Já
senti isso tantas vezes que tenho dificuldade de contar quantas. Cada vez com
alguém especial... e põe especial nisso. Essa é a única razão que me deixa um
pouco mais feliz. Conheci pessoas tão maravilhosas na minha vida, que só posso
agradecer a Deus por isso. O que me falta na família, meus amigos completam e
me dão mais.
É por isso que dói, dói ver partir, dói sentir falta. Dói de
verdade. Costumo dizer que dor emocional pode ser muito pior que dor física
porque não há remédio a não ser o tempo pra diminuir o que se sente. E essa dor
se transforma num misto de sentimentos quando eu sei que a partida é para o bem
da outra pessoa. Eu começo a perceber que essa dor é só a exposição do meu
egoísmo. Egoísmo porque prefiro a pessoa perto de mim à vê-la bem, mas longe. Nessa
hora dá um nó no coração. Eu tento racionalizar, mas o peito aperta e me diz
que não importa o que eu estou pensando, o que importa é o que estou sentindo. Hora
quero me convencer da burrice de me sentir assim, hora quero chorar e quebrar
tudo de tanta saudade. Não há um vencedor ou um perdedor absoluto. Hora um ganha,
hora outro.
E isso dura um tempo, até esse sentimento ir se dissipando. Mas
nessa hora me vejo distante da pessoa. E como eu já passei por isso, isso me
desespera um pouco. Não quero me afastar, não quero que ela deixe de
influenciar a minha vida, não quero ficar longe... NÃO QUERO! Mas desse jeito
dói demais. A saudade é muito grande e ela é lembrada em cada despedida, em
cada “tchau” que não conhece quando será o próximo “oi”. O coração parte, a
sensação de que falta muito pra se conversar ainda, a vontade de parar o tempo
nos minutos antes do adeus. E mais uma pontada no coração, e mais um pensamento
“Como sou egoísta!” E isso se repete a cada encontro. Por isso dói, porque há
uma guerra interna em mim...
Quantas vezes passei por isso... Ou sou muito dramática
ou sou muito burra. Ou os dois. Não é possível! Alguns dizem que a solução é
parar de amar e parar de se entregar, e eles vivem nesse conceito. Mas eu não
sei viver assim. Quando eu sou eu sou, quando eu amo eu amo, quando é pra
mostrar eu mostro. Não sei viver pela metade. E disso eu me orgulho. Já tentei
esconder quem eu sou, mas descobri que sou infeliz assim. E não preciso fazer
isso. Só que também tem suas consequências viver desse jeito. Sentir-me assim.
Partida, dividida, sem chão, sem rumo, por um momento até depressiva. Raiva é
outro sentimento que surge também. Como tenho raiva! Raiva de mim é o primeiro
a aparecer. Mas depois se estende à todos, até mesmo à pessoa em questão.
Devo
ser louca! Ou não... Talvez eu seja normal e os outros que não se permitem
sentir que são loucos. Porque esse sofrimento só veio em razão de eu ter tido
MUITOS, mas muitos momentos bons mesmo. Que com certeza ultrapassaram esse
sentimento ruim. Em questão matemática, estou no positivo. Vejo uma luz no fim
do túnel, mas até eu chegar lá, muito espinho. Pra mim, a solução é sentir. Não
vou parar de sentir. Mesmo que venham momentos tristes. Eu escolho sentir!
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