quarta-feira, 15 de setembro de 2010

"Não há coisa no mundo mais viva do que uma porta"

Hoje eu quero compartilhar um poema que conheço desde criança graças ao Castelo Rá Tim Bum. =D Foi o primeiro poema inteiro (e, por enquanto, o único) que eu decorei! Rsrsrs... Então espero respeito!!! Hauhsuhsuas...

Falo do poema de Vinícius de Morais chamado A Porta. Um poema meigo e bonitinho.

A Porta
Eu sou feita de madeira
Madeira, matéria morta
Mas não há coisa no mundo
Mais viva do que uma porta.
Eu abro devagarinho
Pra passar o menininho
Eu abro bem com cuidado
Pra passar o namorado
Eu abro bem prazenteira
Pra passar a cozinheira
Eu abro de supetão
Pra passar o capitão.
Só não abro pra essa gente
Que diz (a mim bem me importa...)
Que se uma pessoa é burra
É burra como uma porta.
Eu sou muito inteligente!
Eu fecho a frente da casa
Fecho a frente do quartel
Fecho tudo nesse mundo
Só vivo aberta no céu!


A animação desse poema no Castelo Rá Tim Bum:
A Porta - Vinícius de Morais

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Dani Dadá !!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

"A arte começa onde a imitação acaba."

Oscar Wilde (1854-1900) foi um dramaturgo, escritor e poeta irlandês. Expoente da literatura inglesa durante o período vitoriano, sofreu enormes problemas por sua condição homossexual, sendo preso e humilhado perante a sociedade.


Autor da frase no título, ele escreveu outras célebres como: "Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe." e "Posso resistir a tudo, menos à tentação."


Um texto dele me chamou a atenção por ter um pensamento igual ao meu. E é ele que vou postar hoje.


Loucos e Santos
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. 
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. 
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. 
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. 
Deles não quero resposta, quero meu avesso. 
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. 
Para isso, só sendo louco. 
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. 
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. 
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. 
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. 
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. 
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. 
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. 
Não quero amigos adultos nem chatos. 
Quero-os metade infância e outra metade velhice! 
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. 
Tenho amigos para saber quem eu sou. 
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

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Dani Dadá !!